quarta-feira, 12 de março de 2014

Participe do Seminário Venum Team com Maurício Shogun e José Aldo!


Fonte: Tatame.com

terça-feira, 11 de março de 2014

Seminario de Jiu-jítsu - Equipe Dojô

Aconteceu no dia 08 de março na sede do Centro de Treinamento de Artes Marciais JTF - Jacobina Team Fighters seminário de jiu-jítsu ministrado pelo Mestre Marcos Matos líder da equipe Dojô e conceituado competidor de Jiu-jítsu com títulos estaduais e nacionais, em seu curriculum há lutas com a fera do MMA e atleta do UFC Ronaldo Jacaré, com o Pentacampeão de mundial de jiu-jítsu Saulo Ribeiro, entre outras pelejas. O seminário também contou com a participação do campeão de jiu-jítsu e lutador de MMA Júnior Rios, atletas da Dojô- JTF, Corpo e Mente (local) e Atletas da Edson Carvalho. O evento foi um sucesso, a oportunidade de dar uma refinada na técnica foi abraçada por todos os participantes, muito proveitoso, foram mostras variações de meia-guarda, saídas da nova guarda fifty-fifty (50/50) entre outras técnicas, ou seja, o que há de mais moderno na arte suave.



A cobertura do evento foi realizada e divulgada pelo portal: Ispiaki

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Seminário de Jiu-jítsu com o mestre Marcos Matos

Seminário de Jiu-jítsu com o mestre Marcos Matos (Equipe Dojô), técnicas avançadas de passagens de guarda, raspagens em alto nível, variações de guarda, estrangulamentos e correção de posicionamento. Abaixo o certificado do seminário que será entregue aos participantes.




Data: 08 de março de 2014
Período: 14:00h as 18:00h
Local: Centro de treinamentos de Artes marciais JTF - Jacobina Team Fighters.
Endereço: Rua São José, Nº 55, Missão.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mixed Martial Arts


Jacobina Team Fighters - MMA



Em parceria com a Titãs Muay Thai e Boxe Stillo a Dojô JTF agora também tem Mixed Martial Arts!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Prêmio Qualidade Intervox 2013



O Prêmio Qualidade Intervox 2013 foi um grande sucesso e os melhores do ano foram agraciados com o certificado após pesquisa de opinião pública feita na cidade de Jacobina - BA. A JTF - Jacobina Team Fighters foi eleita como o melhor Centro de Treinamento de artes marciais da cidade.

O premio é dedicado a todos que lembram de nosso trabalho e os alunos do Centro de treinamento, fundamentais para o nosso desenvolvimento.


Osss.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Patch JTF - Jacobina Team Fighters 2013



Patch JTF - Jacobina Team Fighter - 2013.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

9ª Etapa do Campeonato Baiano de Jiu-Jitsu 2012




A Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo convida todas as Equipes do Estado da Bahia e entorno para participar da 9ª Etapa do Campeonato Baiano de Jiu-Jitsu 2012, evento que será realizado no próximo dia 11 de novembro na cidade de Vitoria da Conquista, o valor da inscrição é de R$ 40,00 para atletas de equipes que estejam com a anuidade (R$ 120,00) de 2012 da FBJJE em dias e 50,00 para atletas de Equipes que não estejam com a taxa de anuidade 2012 em dias, as inscrições deverão ser feitas até o dia 01 de novembro. Obs. todos os atletas deverão ter a carteira da Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo do ano de 2012. Os atletas que forem lutar o absoluto deveram mandar logo o nome e pagar uma taxa a mais de R$ 10,00.

Aproveitamos a oportunidade para lembrar as equipes que ainda não regularizarão sua filiação diante da Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo, que deverão providenciar isto antes do dia 01 de novembro, assim como os atletas que ainda não se filiarão ou renovarão a carteira de 2012, que deverão providenciar isto antes do dia 01 de novembro, Obs. Será obrigatório a apresentação da carteira no momento da pesagem. As inscrições que forem realizadas após o dia 01 de novembro terá o valor de R$ 50,00 00 para atletas de equipes que estejam com a anuidade de 2012 da FBJJE em dias e 60,00 para atletas de Equipes que não estejam com a taxa de anuidade 2012 em dias, e o atleta não tem direito a camisa do evento, Obs. o pagamento das inscrições deverão serem feitos em deposito bancário e identificado na boca do caixa (caixa eletrônico não serve) e que as carteiras dos atletas também tem de ser feito com a devida antecedência pois tem sido motivo de atraso e também de problemas na hora da pesagem obs. no dia da competição não serão aceito inscrições em hipótese alguma.


Pesagem: sairá o cronograma e checagem no site 

inicio da competição será às 09:00 horas.


Local da competição:  Ginásio Municipal de Esportes Edivaldo Flores – Vitoria da Conquista

Depósitos de inscrições, carteira, filiação de equipe, etc. deverão ser feitos na seguinte conta:

Nome: Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo: Agencia:  0041-8  -  Conta: 52.943-5 - Banco do Brasil

Mais informações no site da federação: FBJJE

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

8ª Etapa do Campeonato Baiano de Jiu-Jitsu 2012 - 21 de outubro em Salvador



A Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo convida todas as Equipes do Estado da Bahia e entorno para participar da 8ª Etapa do Campeonato Baiano de Jiu-Jitsu 2012, evento que será realizado no próximo dia 21 de outubro na capital baiana, o valor da inscrição é de R$ 40,00 para atletas de equipes que estejam com a anuidade (R$ 120,00) de 2012 da FBJJE em dias e 50,00 para atletas de Equipes que não estejam com a taxa de anuidade 2012 em dias, as inscrições deverão ser feitas até o dia 11 de outubro. Obs. todos os atletas deverão ter a carteira da Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo do ano de 2012. Os atletas que forem lutar o absoluto deveram mandar logo o nome e pagar uma taxa a mais de R$ 10,00.

Aproveitamos a oportunidade para lembrar as equipes que ainda não regularizarão sua filiação diante da Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo, que deverão providenciar isto antes do dia 11 de outubro, assim como os atletas que ainda não se filiarão ou renovarão a carteira de 2012, que deverão providenciar isto antes do dia 11 de outubro, Obs. Será obrigatório a apresentação da carteira no momento da pesagem. As inscrições que forem realizadas após o dia 11 de outubro terá o valor de R$ 50,00 00 para atletas de equipes que estejam com a anuidade de 2012 da FBJJE em dias e 60,00 para atletas de Equipes que não estejam com a taxa de anuidade 2012 em dias, e o atleta não tem direito a camisa do evento, Obs. o pagamento das inscrições deverão serem feitos em deposito bancário e identificado na boca do caixa (caixa eletrônico não serve) e que as carteiras dos atletas também tem de ser feito com a devida antecedência pois tem sido motivo de atraso e também de problemas na hora da pesagem.

Obs. O ultimo dia para fazer inscrição é  19 de outubro, no dia da competição não serão aceito inscrições em hipótese alguma.

Pesagem: sairá o cronograma e checagem no site 

inicio da competição será às 09:00 horas.
Local da competição:  Ginásio de Esportes do SESC Aquidabã - Salvador
Depósitos de inscrições, carteira, filiação de equipe, etc. deverão ser feitos na seguinte conta:
Nome: Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo: Agencia:  0041-8  -  Conta: 52.943-5 - Banco do Brasil


Após realizar deposito passar e-mail com o nome dos participantes e o comprovante bancário, para o email: humbertojjj@hotmail.com ou contatos@fbjje.com.br  Tel 75 3223 2081 –  9134 6905

Fonte: FBJJE

terça-feira, 2 de outubro de 2012

7ª etapa do campeonato baiano de Jiu-jítsu 2012 – Jacobina-BA



Domingo dia 30 de setembro aconteceu em Jacobina-BA a 7ª etapa do campeonato baiano de Jiu-jitsu, 4ª Copa Yamana, o evento contou com a participação de atletas de diversas cidades da Bahia, Campo Formoso, Irecê, Morro do chapéu, Feira de Santana, Salvador, Juazeiro, Senhor do Bonfim, atletas locais, divididos entre as equipes Dojô e C.Mente, em virtude do período politico e pegando ponga no jargão “Politicamente correto” alguns competidores não puderam participar da competição por falta de transporte patrocinado, na maioria das vezes o transporte é disponibilizado por prefeituras, nada que desabonasse o clima do evento.
De maneira geral o evento foi um sucesso. As disputas empolgaram as arquibancadas, torcidas gritavam e aplaudiam seus atletas favoritos, a Equipe Dojô (Campo Formoso, Jacobina, Miguel Calmon e Morro do Chapéu) mais uma se destacaram provado que estão entre os melhores competidores da região.
Como sempre a arbitragem gerou controvérsias e interpretações duvidosas, precisamos de uma melhor preparação e de mais cursos para novos árbitros.

Destaques Equipe Dojô:

Faixa branca:
  • João Santos – 1º lugar peso – de 8 a 9 anos – estreante.
  • Gustavo Tinel – 1º lugar peso – 10 a 11 anos – estreante.
  • Italo Jatobá – 1º lugar peso.

Faixa azul:
  • Diego Guimarães
  • Dorilene Sena - 3º lugar faixa azul - feminino.


Faixa roxa:
  • Agostinho (Soneca) Chaves – 1º lugar peso, 2º absoluto – faixa roxa.

Faixa marrom:
  • Diego (Diegal) Alves – 1º lugar peso.
  • Manoel (Tukinha) Ignacio – 1º lugar peso, 3º absoluto.

Faixa preta:
  • Junior Rios - 1º lugar, peso e absoluto – faixa preta

 Classificação por equipes:

1º Corpo e Mente

2º Dojô

3° GFTeam

4° G3 Manimal; 5° Edson Carvalho; 6° Mauro Junior Artes Marciais; 7° Godoi Jiu Jitsu; 8° Centro de Treinamento Carcará; 9° Nova União; 10°  Zé Mario Team; 11° Associação Atletica Feirense;

Mais informações no site da federação: FBJJE

terça-feira, 11 de setembro de 2012




 A Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo convida todas as Equipes do Estado da Bahia e entorno para participar da 7ª Etapa do Campeonato Baiano de Jiu-Jitsu 2012, evento que será realizado no próximo dia 30 de setembro na cidade de Jacobina, o valor da inscrição é de R$ 40,00 para atletas de equipes que estejam com a anuidade (R$ 120,00) de 2012 da FBJJE em dias e 50,00 para atletas de Equipes que não estejam com a taxa de anuidade 2012 em dias, as inscrições deverão ser feitas até o dia 21 de setembro. Obs. todos os atletas deverão ter a carteira da Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo do ano de 2012. Os atletas que forem lutar o absoluto deveram mandar logo o nome e pagar uma taxa a mais de R$ 10,00.

Aproveitamos a oportunidade para lembrar as equipes que ainda não regularizarão sua filiação diante da Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo, que deverão providenciar isto antes do dia 21 de setembro, assim como os atletas que ainda não se filiarão ou renovarão a carteira de 2012, que deverão providenciar isto antes do dia 21 de setembro, Obs. Será obrigatório a apresentação da carteira no momento da pesagem. As inscrições que forem realizadas após o dia 21 de setembro terá o valor de R$ 50,00 00 para atletas de equipes que estejam com a anuidade de 2012 da FBJJE em dias e 60,00 para atletas de Equipes que não estejam com a taxa de anuidade 2012 em dias, e o atleta não tem direito a camisa do evento, Obs. o pagamento das inscrições deverão serem feitos em deposito bancário e identificado na boca do caixa (caixa eletrônico não serve) e que as carteiras dos atletas também tem de ser feito com a devida antecedência pois tem sido motivo de atraso e também de problemas na hora da pesagem obs. no dia da competição não serão aceito inscrições em hipótese alguma.


Inicio da competição será às 09:00 horas.

Local da competição:  Ginásio de Esportes de Jacobina

Depósitos de inscrições, carteira, filiação de equipe, etc. deverão ser feitos na seguinte conta:
Nome: Federação Baiana de Jiu-Jitsu Esportivo: Agencia:  0041-8  -  Conta: 52.943-5 - Banco do Brasil

Após realizar deposito passar e-mail com o nome dos participantes e o comprovante bancário, para o email: humbertojjj@hotmail.com ou contatos@fbjje.com.br  Tel 75 3223 2081 –  9134 6905 –  www.fbjje.com.br

Obs¹. os atletas que se escrevem fora do peso gerando problemas nas chaves, esta automaticamente desclassificado sem direito de lutar no peso de cima ou seja a chave não deve sofrer alterações no dia da competição.

Obs². Os atletas de academias que não estejam com sua filiação e taxas em dias com a FBJJE, poderão participar da competição porém pagarão uma taxa a mais na inscrição, até o dia 21 será R$ 50,00, após o dia 21 R$ 60,00 e não tem direito a camisa do evento e mesmo a academia não estando com a taxa de anuidade em dia o atleta só poderá competir com a carteira da FBJJE de 2012.


Obs³. Os atletas da categoria máster ou juvenil poderão participar de duas categorias de peso por exemplo na máster e na adulto, porém pagarão duas inscrições.

Fonte: fbjje.com.br

sábado, 8 de setembro de 2012

Primórdios do Jiu-jítsu

Conde Koma MITSUYO MAEDA, conhecido no Brasil como Conde Koma, foi um praticante de judô tradicional, que em sua época era uma verdadeira arte marcial de combate e não havia, ainda, sido modificado por tantas regras desportivas. Maeda nasceu na Aldeia de Funazawa, Cidade de Hirosaki, prefeitura de Aomori, em 18 de Novembro de 1878.
Quando adolescente foi um praticante de sumô e com 17 anos matriculou-se na Kodokan (escola de judô ou Kano jiu-jitsu, de jigoro kano) e devido sua baixa estatura (1,64m e 64kg) foi confundido com um menino de entrega – vale ressaltar que naquela época ainda não se utilizava o termo judô e sim, Kano jiu-jitsu.
Com o objetivo de mostrar ao garoto que tamanho não importava no Kano jiu-jitsu, Jigoro Kano prontamente o apresentou a um dos professores da Kodokan, Tsunejiro Tomita, 4 dan e que, apesar de ser bem pequeno também, fora capaz de derrotar o campeão da época Hansuke Nakamura.
Conde Koma em trajes civis
Em 8 de dezembro de 1904 (já faixa preta), Maeda, Tomita e outro lutador de nome Satake, chegaram a Nova York, onde deram várias apresentações de judô/jiu-jitsu (nesta época a diferenciação ainda não existia e as artes eram consideradas as mesmas. Essa diferenciação só foi ocorrer formalmente no ano de 1950). Em 21 de fevereiro de 1905, eles deram uma demonstração de judô na Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, e a pedido da multidão Maeda lutou contra um cadete e o venceu com facilidade. Porém, todos queriam ver Tomita em ação, já que ele era o mais velho e supostamente o melhor lutador entre ambos. Tomita aceitou o desafio, e venceu com facilidade a primeira luta, porém contra um soldado de nome Tipton que também era jogador de futebol americano, Tomita falhou ao tentar derrubá-lo, além de ter sido imobilizado pelo grandalhão. Maeda ficou bastante decepcionado com Tomita e a amizade dos dois já não era mais a mesma. A partir daí, Maeda passou a aceitar desafios para provar a eficiência real da arte suave. Conde Koma passou, então, a viajar pelo mundo todo. Esteve em Cuba, Inglaterra, Argentina, México, Brasil dentre outros. Estipula-se que Conde Koma contabilizou mais de 1000 combates.
Numa dessas viagens Maeda esteve na Península Ibérica, e foi lá que ele adotou o codinome “Conde Koma”. A teoria mais aceita para este “nome” que Maeda assumiu é a de que Koma seria a abreviação da palavra japonesa “komaru” que pode significar incomodado/em situação difícil, que poderia ser financeira, ou ainda pelo fato de que o Conde Koma iria lutar contra um compatriota japonês naquela ocasião. Luta essa que, inclusive, Maeda perdeu.
Conde Koma, certa vez, afirmou a um jornal europeu que um influente cidadão espanhol, impressionado com as suas vitórias, postura e comportamento nobre , lhe deu o título Conde, e ele completou este título com o nome Koma. Disse também que em pouco tempo este “apelido” ficou mais conhecido que seu nome verdadeiro.
Mas foi no Brasil, em 1917, que Carlos Gracie, então com 14 anos, assistiu a uma demonstração dada por Maeda no Teatro da Paz em Belém do Pará, e decidiu aprender o “jiu-jitsu” (como a imprensa brasileira chamava a luta àquela época).
Carreira:
Estados Unidos:
Tomita, Maeda e Satake navegaram de Yokohama, em 16 de novembro de 1904, e chegaram a Nova York no dia 8 de dezembro de 1904.[5]
Em 21 de fevereiro de 1905, eles deram uma demonstração de judô na Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point. A pedido da multidão, Maeda lutou contra um cadete e o venceu facilmente. Como Tomita havia sido quem executou os katas, os soldados queriam lutar com ele também. Ele primeiramente enfrentou Charles Daly, a quem venceu sem quaisquer problemas. No entanto, na luta seguinte, Tomita falhou duas vezes ao tentar derrubar o soldado Tipton, que também era jogador de futebol americano, com um golpe chamado tomoe-nage. Tomita era muito menor, por isso os japoneses reivindicaram uma vitória moral.[14]
Um relato fornecido pelo New York Times em 21 de fevereiro, referindo-se a Tomita como “Prof. Tomet”, afirma que:
O professor Tomita lutou com seu assistente, atirando-o como se fosse de borracha. Ele, então, chamou por voluntários entre os cadetes. Tipton, o robusto cadete que era center de futebol americano, subiu no tatame e logo os métodos do futebol derrotaram os do jiu-jitsu. O grandalhão prendeu o resistente japonês de costas para o chão três vezes sem ser derrubado [na tarefa]. O cadete Daly também derrubou o professor.[15] — ‘
Tomita e Maeda continuaram a apresentar o judô pela América. Em 8 de março de 1905, se apresentaram no New York Athletic Club. “O melhor golpe deles era uma espécie de ‘estrela voadora’”, dizia um artigo no New York Times, descrevendo a luta entre Maeda e John Naething, um lutador de 200 libras. “Por causa da diferença de métodos, os dois homens rolaram no tatame como se fossem adolescentes em uma briga de rua. Após quinze minutos de luta, Maeda conseguiu a primeira queda [primeiro ponto?]. No final, porém, Naething venceu a luta por imobilização [ou por pin fall mesmo]“, continua o artigo no New York Times.[16] Em 21 de março de 1905, Tomita e Maeda fizeram uma demonstração de “jiu-do” na Universidade de Columbia, onde participaram cerca de 200 pessoas. Após introduções e uma breve palestra, Tomita demonstrou técnicas de quedas e arremessos, enquanto Maeda, em seguida, derrotou o instrutor da universidade. De acordo com o jornal estudantil, “Outra característica interessante foi a exibição de alguns dos artifício obsoletos do jiu jitsu para a defesa utilizando um leque contra um oponente armado com uma espada curva japonesa”. As traduções foram fornecidos pelo químico Takamine Jokichi.[17]
Durante abril de 1905, Tomita e Maeda criaram uma associação de judô, em um espaço comercial na 1947 da Broadway, em Nova York. Eram membros deste clube, japoneses, incluindo expatriados,[18] e mais uma mulher chamada Wilma Berger.[19] Em 6 de julho de 1905, Tomita e Maeda fizeram uma demonstração de judô no YMCA em Newport, Rhode Island.[20] Em 30 de setembro de 1905, Tomita e Maeda fizeram uma demonstração em Lockport, Nova Iorque. Na ocasião, Tomita foi desafiado por Mason Shimer, que não obteve sucesso diante do japonês.[21]
Em 6 de novembro de 1905, Maeda foi relatado visitando o lutador e professor Akitaro Ono, em Asheville, Carolina do Norte,[22] após isso, Maeda já não era rotineiramente associado com Tomita nos jornais dos EUA. Em 18 de dezembro de 1905, Maeda foi para Atlanta, Geórgia, para um duelo profissional em Sam Marburger. O concurso foi melhor de três, duas quedas com judogi(kimono) e uma sem, Maeda e venceu as duas com judogi, mas perdeu a sem. De acordo com os documentos de Atlanta, Maeda declarou a sua residência como sendo o YMCA em Selma, Alabama.[23]
Europa
Antes de viajar para a Europa, Maeda e Satake foram para Cuba, juntamente com os professores Akitaro Ono e Tokugoro Ito. Todos eles envolvidos em desafios e combates. Foi durante este tempo que Maeda derrotou Adobamond, o lutador “número um” de Cuba.[24]
Em 8 de fevereiro de 1907, Maeda e Satake chegaram em Liverpool, Inglaterra. Lá, juntaram-se com Akitaro Ono, que tinha ido a Londres para lutar em um salão de música para o promotor William Bankier. Akitaro usaria o local para demonstrações.[5] Em janeiro de 1908, Maeda participa de um torneio no Teatro Alhambra. Maeda foi vice-campeão na divisão peso pesado, perdendo para o austriaco Henry’s Irslinger.[25] Em fevereiro de 1908, Maeda participou de outro torneio. Novamente, e ele, acabou novamente como vice-campeão, desta vez perdendo para Jimmy Esson.[26][27] No entanto, em Março de 1908, Maeda venceu Henry Irslinger, e a revista inglesa Health & Strength descreveu a vitória como “um dos melhores duelos realizados na Inglaterra em muitos anos.”.[28] Maeda também parece ter feito algumas lutas na Escócia, durante o mês de setembro de 1908, mas não se sabe ao certo se ele esteve lá, porque vários japoneses foram dar demonstrações de judô e sumô nos Jogos do Norte em Inverness.[29] Maeda também deu aulas de judô na Europa. Entre seus alunos, havia um homem chamado W.E. Steers que estava muito entusiasmado com as suas aulas, tendo mesmo indo para o Japão para ganhar aclassificação de shodan em 1912. Em 1918, Steers foi um dos primeiros não-japoneses a aderir-se a associação de londrina de jiu-jitsu, chamada Budokwai, que em 1920 iria se juntar ao Kodokan para se tornar um clube de judô.[30]
Após a luta com Henry Inslinger, em março de 1908, Maeda foi para a Bélgica. Como não gostou do país, ele logo retornou para Londres, e, em maio de 1908, participou de um torneio profissional no Hengler’s Circus. Maeda, e outro japonês, Tano Matsuda, disputaram alguns torneios na Europa, mas nenhum deles chegou nas finais.[5] Durante janeiro de 1909, Matsuda ficou famoso por perder uma luta mista para o boxeador afro-americano Sam McVey.[31]
Maeda foi para a Espanha em junho de 1908. Ele foi acompanhado por Fujisake, Ono, e Hirano. Em Barcelona, Maeda participou de lutas contra Sadakazu Uyenishi e Taro Miyake.[32] Phoebe Roberts, uma mulher de Gales, que foi anunciada como o campeã de judô feminino do mundo, fez parte da comitiva. Roberts casou posteriormente Hirano, e ficou em Portugal para o resto de sua vida.[33]
Cuba, México e América Central
Em novembro de 1908, Maeda foi para Paris, França, aparentemente para ver o seu amigo Akitaro Ono. De Paris, ele foi para Havana, Cuba, chegando lá em14 de dezembro de 1908, e seu ato de lutar duas vezes por dia, rapidamente provou ser muito popular.[5] Em 23 de junho de 1909, Maeda deixou Havana indo para Cidade do México. Sua estréia na Cidade do México teve lugar no Teatro Virgínia Fabregas, em 14 de julho de 1909. Esse show foi uma demonstração privada para alguns cadetes militares. Pouco tempo depois, Maeda começou a comparecer no Teatro Principal do México. Sua oferta permanente foi de 100 pesos (US $50) a quem ele jogasse, e 500 pesos (US $250) para quem o conseguisse vencer.[35] O jornal mexicano Mexican Herald, não registrou ninguém que conseguir levar o seu dinheiro.
Durante o mês de setembro de 1909, um japonês chamado Nobu Taka, chegou na Cidade do México com o objetivo de impugnar Maeda. Para o Mexican Herald, Taka disse que aquela luta seria o “campeonato mundial de jiu-jitsu”.[36] Depois de vários meses de provocações públicas, Taka e Maeda reuniram-se no Teatro Colón, onde aconteceria o duelo, em 16 de novembro de 1909, terminou com a vitória de Taka.[37] Mas, houve uma revanche imediata, e quatro dias mais tarde, Maeda foi pronunciado o campeão.[38]
Em janeiro de 1910, Maeda participou de um torneio na Cidade do México. Durante as semifinais, Maeda empatou com Hjalmar Lundin.[39] Este é um resultado diferente daquele que Lundin lembrou em suas memórias de 1937.[40] Em julho de 1910, Maeda retornou a Cuba, onde ele tentou organizar lutas contra Frank Gotch e Jack Johnson. Os americanos o ignoraram, já que Maeda não tinha dinheiro suficiente para desafiá-los e eles perderiam muito dinheiro se fossem derrotados por ele.[5] Em 23 de agosto de 1910, Maeda lutou contra Jack Connell em Havana. O resultado foi um empate.[41] Durante 1911, Maeda e Satake, em Cuba, foram, acompanhados por Akitaro Ono e Ito Tokugoro, tidos como “Os Quatro Reis de Cuba”.[24] Orgulhosos com a reputação que estavam trazendo para o judô e o Japão,[42] seus feitos foram reconhecidos, e em 8 de janeiro de 1912, a Kodokan promoveu Maeda ao quinto dan de faixa preta. Houve alguma resistência a esta decisão porque havia no Japão aqueles, que não aprovavam seu envolvimento no wrestling profissional.[43]
Em 1913, Ito Tokugoro permaneceu em Cuba, enquanto Maeda e Satake foram para El salvador, Costa Rica, Honduras,Panamá,Colômbia,Equador e Peru. Em El Salvador, o presidente foi assassinado enquanto Maeda estava lá, e no Panamá, os americanos tentaram pagar-lhe para perder, em resposta, eles se deslocaram para o Sul. No Peru se reuniram a Laku, um japonês que ensinava jiu-jitsu aos militares. Laku os convidou a participar das aulas. Eles foram, então, ao Chile conhecer o sensei Okura, e posteriormente a Argentina, onde encontraram Shimitsu. O grupo partiu da Argentina para o Brasil, onde chegariam em 14 de novembro de 1914.[5][44]
Brasil
De acordo com uma cópia do passaporte de Maeda fornecido por Gotta Tsutsumi, presidente da Associação Paramazônica Nipako de Belém, Maeda chegou ao Brasil pela cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, em 14 de novembro de 1914.[45] Foi na própria Porto Alegre que fizeram, então, sua primeira demonstração de judô.[46] Depois disso, Maeda e seus companheiros se apresentaram ao longo do país: passando por Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, São Luiz,, Belém. Em 18 de dezembro de 1915 em Manaus.[45]
Em 20 de dezembro de 1915, chegaram a Belém, onde se apresentaram no Theatro Politheama. Na ocasião da primeira apresentação em Belém, o jornal da cidade “O Tempo”, anunciou o evento, afirmando que “Conde Koma” iria mostrar as principais técnicas do “jiu-jitsu”, exceto aqueles proibidos. Maeda também demonstrou técnicas de auto-defesa. Depois disso, o grupo começou a aceitar desafios da multidão, e a pedido de todos, houve uma luta “sensacional” de “jiu-jitsu” entre Shimitsu, campeão da Argentina, e Laku, militar peruano e professor.[47]
Em 22 de dezembro de 1915, de acordo com o jornal “O Tempo”, Maeda enfrentou Satake, numa “sensacional luta”. No mesmo dia, Nagib Assef, um campeão australiano de origem turca de luta greco-romana, desafiou Maeda, que não quis lutar na ocasião. Em 24 de dezembro de 1915, Maeda derrotou em segundos o pugilista Barbadiano Adolpho Corbiniano, que se tornou um dos seus discípulos. Em 3 de janeiro de 1916, no Theatro Politheama, Maeda finalmente lutou contra Nagib Assef, que foi jogado por Conde Koma, para fora do palco.[47] Em 8 de janeiro de 1916, Maeda, Okura e Shimitsu embarcaram no SS Antony, que partiu para Liverpool. Ito Tokugoro foi para Los Angeles.[48] Satake e Laku foram para Manaus, onde ensinariam jiu-jitsu. Após 15 anos juntos, Maeda e Satake haviam finalmente se separado.[5][47] Desta última viagem, pouco se sabe. Maeda viajou da Inglaterra para Portugal, depois foi para Espanha e, em seguida, para França, voltando para o Brasil em 1917 sozinho. De volta ao Brasil, Maeda fixou-se em Belém do Pará, onde casou-se com May Iris.[47] Depois adotou Celeste e Clívia, suas únicas filhas.[49]
Maeda era popular no Brasil, e reconhecido como um grande lutador, mas ele lutou apenas esporadicamente após o seu retorno. Entre os ano de 1918-1919, Maeda aceitou um desafio do famoso capoerista brasileiro conhecido como “Pé de Bola”. Maeda, permitiu até que Pé de Bola usasse uma faca na luta. O capoeirista, tinha 190 centímetros de altura e pesava 100 kg. Mas, mesmo armado, Maeda venceu a luta facilmente usando o judô.[50] Em 1921, Maeda fundou sua primeira academia judô no Brasil. Era chamado Clube Remo, e sua construção foi num galpão de 4m x 4m. Mais tarde, a escola foi transferida para a sede do Corpo de Bombeiros, e depois para a sede da Igreja de Nossa Senhora de Aparecida. Desde 1991, a Academia situa-se no SESI, a saber, é dirigida pelo sensei Alfredo Mendes Coimbra, da terceira geração de descendentes do Conde Koma.[50]
Em 18 de setembro de 1921, Maeda, Satake, e Okura foram brevemente para Nova York. Eles estavam a bordo do navio a vapor Booth Line SS Polycarp. Todos os três homens foram listados em suas profissões como professores de “juitso”.[51] Depois de deixar Nova York, os três homens foram para o Caribe, onde permaneceram de setembro a dezembro de 1921. Em algum ponto nesta viagem, Maeda foi acompanhado por sua esposa. Em Havana, Satake e Maeda participaram de alguns torneios. Seus adversários incluíram Paul Alvarez, que lutou como “Español Icognito”. Alvarez derrotou Satake e Yako Okura, antes de ser derrotado por Maeda. Maeda também derrotou um boxeador cubano chamado Jose Ibarra, e um lutador francês chamado Fournier.[52]
Outros Anos
Primeiros alunos brasileiros de Maeda
Na década de 20 Maeda se envolveu na ajuda a imigrantes japoneses perto de Tomé-Açu, quando teve início o processo da imigração japonesa, participou ativamente do projeto servindo como intérprete e mediador do interesse japonês e do governo do estado. Em maio de 1927, naturalizou como cidadão brasileiro.[53] Maeda continuou também a ensinar o judô, principalmente para os filhos dos imigrantes japoneses. Consequentemente, em 1929, o Kodokan lhe promoveu ao sexto dan. E em 27 de novembro de 1941, ao sétimo dan (póstumo). Mas Maeda nunca soube desta promoção, porque faleceu em Belém, em 28 de novembro de 1941. A causa da morte foi doença renal, sendo sepultado no cemitério Santa Isabel.[5][56]
Em maio de 1956, um memorial para Maeda foi erguido em Hirosaki, Japão. Cerimônia de inauguração contou com a presença de Risei Kano e Kaichiro Samura.[5]
Influência sobre a criação de jiu-jitsu brasileiro
Em 1917 Carlos Gracie, 14 anos, filho de Gastão Gracie, assistiu a uma demonstração dada por Maeda, no Teatro da Paz, e decidiu aprender “jiu-jitsu” (conhecido na época como “kano jiu-jitsu”). Maeda aceitou Carlos como um estudante. Carlos passou, então, a ser um grande expoente da arte e, finalmente, com o seu irmão mais novo, Hélio Gracie, tornou-se o fundador do gracie jiu-jitsu, ou modernamente chamado de “brazilian jiu-jitsu” ou, ainda, “jiu-jitsu brasileiro”.[57]
Em 1921, Gastão Gracie mudou-se para o Rio de Janeiro com a família. Carlos, então com 17 anos, passou os ensinamentos recebidos de Maeda a seus irmãos: Osvaldo, Gastão e Jorge. Hélio era demasiado jovem e doente naquele momento para aprender a arte, e devido à imposição médica foi proibida de tomar parte em sessões de treinamento. Apesar disso, Hélio aprendeu judô posteriormente, com seus irmãos, logo após ter superando seus problemas de saúde e hoje é considerado por muitos como o fundador do brazilian jiu-jitsu (embora outros, como Carlson Gracie, têm apontado Carlos como o fundador).[57]
De acordo com o livro de Renzo Gracie, Mastering Jujitsu,[58] Maeda ensinou, não só a arte do judô a Carlos Gracie, mas também, ensinou uma filosofia acerca da natureza do combate, baseado em suas viagens competindo e treinando ao lado dos muitos lutadores, pugilistas, wrestlers e outros praticantes de outras artes marciais que enfrentara. O livro mostra detalhes da teoria de Maeda, de que o combate físico poderia ser dividido em fases distintas. Assim, Maeda foi um lutador inteligente, que soube manter a luta, adequando-se a fase em que melhor se adequasse as suas próprias forças. O livro, também declara, ainda, que esta teoria foi uma influência fundamental sobre as abordagens de combate do jiu-jitsu desenvolvido pelos Gracie

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Oração do Jiujiteiro



 
Tatame que estais debaixo de nossos pés
Abençoado seja nossa luta
Fortificai ao nosso treino
E que seja eu mais forte que o meu adversário
Assim na raspagem como na imobilização
Kimono meu de cada dia
Não rasgai hoje
Perdoai, os nossos triângulos mal feitos
Assim no treino como no campeonato
Não deixeis cair em finalização
Mas livrai-me do armlock aéreo
Amém!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

12 ensinamentos de Carlos Gracie



Carlos Gracie (Belém, 14 de setembro de 1902 – 7 de outubro de 1994) foi um mestre do Jiu-Jitsu no Brasil. Filho de Gastão Gracie e aluno de Mitsuyo Maeda, ele é considerado o criador do Brazilian Gracie Jiu-Jitsu (BJJ) e o precursor de todos os lutadores que tornaram a família Gracie mundialmente famosa. Seu aluno mais famoso é o irmão mais jovem, Hélio Gracie.

De idéias aguçadas, abaixo segue doze ensinamentos que inspiraram Carlos Gracie:
PROMETE A TI MESMO

01 – Ser tão forte que nada possa perturbar a paz da tua mente.
02 – Falar a todos de felicidade, saúde e prosperidade.
03 – Dar a todos os teus amigos a sensação de que têm valor.
04 – Olhar as coisas pelo seu lado luminoso e atualizar teu otimismo em realidade.
05 – Pensar somente no melhor, trabalhar unicamente pelo melhor e esperar sempre o melhor.
06 – Ser tão justo e tão entusiasta com respeito ao êxito dos outros como és com o teu próprio.
07 – Esquecer os erros do passado e concentrar tuas energias nas conquistas do futuro.
08 – Manter sempre o semelhante alegre e ter um sorriso para todos os que a ti se dirijam.
09 – Empregar o maior tempo no aperfeiçoamento de ti mesmo, e nenhum tempo em criticar os outros.
10 – Ser grande demais para sentir desassossego, nobre demais para sentir cólera, forte demais para sentir temor e feliz demais para sentir contrariedades.
11 – Ter boa opinião sobre ti mesmo e proclama-la perante o mundo, mas não com palavras altissonantes e sim com boas obras.
12 – Ter a firme convicção de que o mundo estará ao teu lado, enquanto te mantiveres ao que há de melhor em ti.

Fonte: Gracie, Carlos. O criador de uma dinastia, editora Record.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Jacobina Team Fighters


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ola Pesoal !!!! Hoje um Pouco da Historia De Antônio Rodrigo Nogueira:



Antônio Rodrigo "Minotauro" Nogueira, (Vitória da Conquista, 2 de junho de 1976) é um lutador brasileiro da categoria peso-pesado de MMA.É um dos maiores representantes das artes marciais brasileiras.
Aos onze anos sofreu um grave acidente ao ser atropelado por um caminhão, ficando quatro dias em coma e um ano internado. Ficou com uma cicatriz (na forma de um buraco) nas costas que o acompanha até hoje e que se tornou uma forma simples de diferenciá-lo do seu irmão gêmeo, Antônio Rogério Nogueira "Minotouro", também lutador de MMA.
Desde cedo treinou Judô, passando depois a praticar Boxe, Jiu-Jitsu (esporte em que foi campeão pan-americano antes de receber a faixa preta), Muay Thai e Wrestling. Foi protagonista de algumas das maiores lutas da extinta associação Pride, como por exemplo a sua vitória sobre o "gigante" Bob Sapp, luta em que sofreu muitos golpes potentes mas conseguiu finalizar o oponente no segundo assalto, aplicando um arm-lock (chave-de-braço) no gigante Sapp.
Seu estilo de luta é baseado no Jiu-jitsu brasileiro e Boxe. Era um dos principais lutadores do Pride, junto com Fedor Emelianenko, com quem lutou 3 vezes. Na primeira perdeu para Fedor, por decisão unanime, perdendo assim o cinturão dos pesos pesados. Na segunda luta houve um corte acidental na testa do atleta russo, fato que fez a luta ser adiada para um próximo confronto (remarcado para quatro meses depois). Na terceira luta, Minotauro novamente foi derrotado por decisão unânime. Também perdeu a chance de conquistar o cinturão do GP Absoluto do Pride quando foi derrotado por Josh Barnett na semifinal em decisão dividida dos juízes (decisão contestada). Por discordar do resultado dessa luta, Minotauro marcou uma revanche, da qual saiu vitorioso.
Atualmente possui contrato com o evento Ultimate Fighting Championship, onde foi campeão interino do UFC, tornando-se o primeiro pesado da história a conquistar o cinturão do Ultimate e do PRIDE. Em dezembro de 2008, perdeu seu titulo interino para o americano Frank Mir, em sua primeira derrota por nocaute da carreira.
Em 2009, no UFC 102, Rodrigo Minotauro enfrentou Randy "The Natural" Couture. Em um combate histórico do MMA, Nogueira venceu o adversário por decisão unânime, depois de três rounds de cinco minutos, nos quais Minotauro conseguiu dois knockdowns sobre Randy, e ainda tentou por várias vezes finalizá-lo, porém Randy conseguiu escapar.
Em 2010, devido a uma lesão no quadril durante os treinos, teve de ser cortado da edição 119 do UFC e submeteu-se a uma cirurgia.
Minotauro é considerado o maior finalizador da história do MMA, e está na lista dos maiores lutadores de todos os tempos. Além de seu forte jogo de chão, Minotauro sempre se destacou por ser um dos lutadores mais duros da História, muitos acreditam que seu queixo é de "pedra", pois tem um grande poder de absorção de golpes, o maior responsável por seus títulos. O fato de nunca ter sido um grande strike, tornam seu cartel de 33 vitórias sendo 21 por finalizacão, e apenas 7 derrotas mais impressionante ainda. Minotauro,o também brasileiro Wanderlei Silva e o croata Mirko Cro Cop são os maiores ídolos do esporte no Japão. E formou por vários anos consecutivos, junto com Cro cop, Fedor, e Wanderlei Silva, o quarteto mais perigoso do vale-tudo mundial. O presidente do UFC, Dana White, confirmou pela primeira vez o evento no Japão, em fevereiro de 2012. O Octagon será montado no lendário Saitama Super Arena, palco de grandes embates na época do extinto e saudoso Pride.
13 de agosto de 2011, Rodrigo Minotauro afirmou que é torcedor do Vasco da Gama.
19 de agosto de 2011, site do Uol publicou a entrevista com Minotauro na Revista Trip.
No dia 23 de agosto de 2011, Mi otauro fechou uma parceria com o Internacional para representar a "marca do clube" nas lutas que ele disputar no UFC. Em entrevista para o canal SporTV, Minotauro disse: "Agora sou colorado de coração. Vou fazer tudo para representar o Inter da melhor forma possível. Sempre foi um clube simpático para mim, mas agora sou 100% Internacional." Ele brincou ainda com a rivalidade Gre-nal: "Quero ver o Grêmio trazer um peso-pesado para me derrubar."
No dia 27 de agosto de 2011, numa das melhores e mais elogiadas apresentações de sua carreira, Minotauro nocauteou Brendan Schaub no UFC Rio. Ao fim do evento, este foi eleito o nocaute da noite.
 

UMA GRANDE HISTORIA DE VIDA...Osss...

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Júnior e Sérgio Rios, atletas da Dojô de Campo Formoso, conquistam Campeonato Sul-Americano de Jiu-jitsu

A dupla de irmãos atletas, os campoformesenses Júnior e Sérgio Rios, têm mais uma importante conquista para colocar no currículo. No último final de semana (19 e 20 de maio) os lutadores participaram do Sul-Americano de Jiu-jitsu, realizado no ginásio da Associação Atlética da Bahia, em Salvador, e faturaram duas medalhas de ouro e uma de prata.
Sérgio Rios foi campeão entre os faixas – pretas na categoria pesos-médio e o irmão, Júnior Rios, além de faturar o ouro no peso absoluto, ficou com o vice-campeonato dos pesos-pesados, também na faixa – preta. A dupla competiu com adversários de vários países da América do Sul.
Com as medalhas no peito, os campeões fizeram questão de lembrar a ajuda dos patrocinadores. “Tivemos dificuldades pra ir à competição, mas queremos agradecer alguns patrocinadores que nos ajudaram: Marcelo, da Suplementus, Éder da Confiança, a professora Vilma, o pessoal da N2 Distribuidora e à Caixa Econômica. Agradecemos a todos eles, graças a Deus conseguimos esse grande resultado para nossa cidade. Agradecemos em especial ao professor Marcos e toda a galera da Academia Dojô”.
O próximo desafio dos irmãos será em Aracaju, no dia 3 de junho, quando disputam o Interestadual de Jiu-jitsu, que terá como prêmio passagens para o Rio Open, em julho.

Parabens!
Osss...



segunda-feira, 21 de maio de 2012

UM POUCO DA HISTORIA DE:RICKSON GRACIE


Rickson provavelmente é o lutador mais adimirado . Acredito que o Roger Gracie é o maior de todos os tempos, mas este cara aqui já fez coisas demais! Rickson Gracie foi criado para ser o campeão da família. O próprio Paulão Filho, quando estava no auge e ainda treinava na Brazilian Top Team deu um treininho com ele e saiu admirado. Na ocasião Paulão comentou que achava que o ponto forte de seu próprio jogo era a distribuição de peso e que Rickson provou por A mais B que ele distribuia o peso errado…

Vamos lá então…
Rickson nasceu no Brasil, no Rio de Janeiro a 20 de novembro de 1958. Faixa coral em Jiu-Jitsu brasileiro, é considerado uma lenda da “arte suave”. É o terceiro filho de Hélio Gracie. Sua família foi responsável pela criação de um sistema de combate denominado de “Jiu-Jitsu Brasileiro” ou “Jiu-Jitsu Gracie”, que basicamente usa o peso e a força do adversário contra ele mesmo. Essa característica da luta possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. Outra característica marcante o diferencia de outras artes: suas avançadas técnicas de luta de chão, com as quais é possível finalizar um adversário por meio de quedas, estrangulamentos, torções (com ambos no solo).

Rickson e sua família venceram diversos desafios no Brasil durante décadas, numa época em que o vale-tudo era brutal, por isso a família Gracie é sinônimo de temidos lutadores, odiados e amados por muitos, mesmo no Brasil. Foi na década de 80 que a família Gracie criou a prática de invadir academias de outras artes marciais e desafiar para lutas sem regras os mestres, na frente de seus discípulos de artes marciais (foi triste mas necessário para provar a eficiência da arte-suave perante as demais).

Década de 1970 e de 1980
Durante décadas, havia grande rivalidade entre os lutadores de Jiu-Jitsu e de luta livre, havendo assim, diversas lutas desde os primórdios do Jiu-Jitsu até os tempos atuais. Por diversas vezes, houve a invasão de academias.
A Família Gracie, conhecendo a eficácia do Jiu-Jitsu Brasileiro, promoveu durante décadas, desafios a “portas fechadas”. Chegavam a anunciar até mesmo nos jornais tais desafios prometendo recompensa para quem os vencessem nos desafios de Vale- Tudo
Os desafios de Rickson se davam dentro das academias ou nas ruas. Como exemplo de tais desafios, podemos citar um evento ocorrido nas praias do Rio de Janeiro, onde Rickson Gracie afirma ter vencido o duelo travado com Hugo Duarte, que acusa os lutadores de jiu-jitsu que acompanhavam Rickson de jogarem areia em sua cara durante a luta. Assim, posteriormente, um grupo de aproximadamente 30 lutadores de Luta Livre invadiram a academia de seu pai, onde Rickson treinava para espancá-lo. Hélio Gracie disse: “O Rickson vai lutar”, e assim ocorreu a revanche onde Rickson fora sagrado novamente vencedor.
Assim, nos anos 80, Rickson travou cerca de 231 combates (nacionais e internacionais), e afirma ter sagrado-se vencedor em todos por finalização. No Brasil, a rivalidade entre o Jiu-Jitsu e a Luta Livre era tamanha, que houve a necessidade de se provar ao público, qual arte marcial e lutador era superior, assim, foi organizada uma luta entre Rickson e o temido Rei Zulu, com isso, após Rickson Gracie vencer por duas vezes o grande Rei Zulu (que estava no auge e há 150 lutas invicto), nunca mais teve desafiantes a altura enquanto lutou.Características de suas lutas
Rickson se declara invicto; polêmicas à parte, o fato é que muitas de suas lutas não têm registro. Mas é incontestável que Rickson possuía uma impressionante técnica e maneira peculiar de derrubar o oponente, sempre impunha a sua maneira de lutar frente aos demais com superioridade e conseguia anular facilmente seus oponentes, vencendo sempre por nocaute ou finalização num curto espaço de tempo. Nos campeonatos de Vale-tudo que disputou no Japão, foi consagrado vencedor, saindo de suas lutas totalmente ileso

Carreira no Vale-Tudo e Legado

Antes de existir MMA, havia no Brasil as lutas de Vale-Tudo ; Rickson venceu lutas deste molde sangrento, em duelos nas ruas ou em lugares fechados (academias), e afirma ter vencido todas por finalização, ou nocaute técnico.
Rickson Gracie medindo 1,78 m e pesando 84 kg, venceu todos os campeonatos de vale-tudo que disputou como: Japan Free Style Championship 1994, Japan Free Style Championship 1995, Pride 1, Pride 4, Colosseum 2000, totalizando 11 lutas com 11 vitórias, todas por finalização. Rickson Gracie foi junto com seu irmão mais novo Royce Gracie, os maiores divulgadores do MMA no mundo no início deste esporte no início dos anos 90, Rickson fez sua parte no Japão, e Royce nos E.U.A, depois do sucesso dos dois irmãos, o vale-tudo foi ficando cada vez mais popular e se profissionalizou, se transformou em MMA, e não parou de crescer até hoje, sem contar que graças aos dois irmãos, é que o Brasilian Jiu-Jitsu se tornou um pré-requisito fundamental para qualquer atleta de MMA.
Apesar de Rickson estar invícto no MMA, nesse esporte não é considerado uma lenda e não é o grande nome da família. Seu irmão mais novo Royce Gracie, é o grande nome da família, tendo sagrado-se várias vezes campeão do UFC (o torneio mais difícil de Vale-Tudo naquela época, em meados dos anos 90), além de ter o melhor cartel da família nesse esporte. O fato que diferencia os dois irmãos, para os críticos, é que no início dos ano 90, Royce venceu no UFC oponentes mais duros e um torneio bem mais difícil que os torneios que o Rickson participou no início dos anos 90 no Japão, e quando lutou no PRIDE, Rickson só participou das primeiras edições enfrentando japoneses desconhecidos e muito inferiores técnicamente, e fez sua última luta no ano 2000 nos EUA, também contra oponente desconhecido. Além disso, Royce nunca negou desafio, tendo inclusive aceitado voltar a lutar depois de ter ficado parado por quase 4 anos no ano 2000, e fazendo diversas lutas até o ano de 2007, em um tempo que a cada ano o MMA evoluía de uma forma impressionante, fato que o Rickson não fez.
Primeiro, Royce voltou e lutou pelo PRIDE, enfrentando japoneses técnicamente melhores dos que o Rickson havia enfrentado, como Kazushi Sakuraba, conhecido como “exterminador de Gracies” e que chegou a vencer lutadores como Vitor Belfort, Vernon White, Carlos Newton, Guy Mezger e Quinton Jackson; e enfrentou também Hidehiko Yoshida, que chegou a vencer nomes como Mark Hunt. Royce aceitou mais um grande desafio, quando enfrentou em 2006 o até então campeão do UFC Matt Hughes, perdendo no primeiro round, e por fim, fazendo uma revanche com Kazushi Sakuraba em 2007 vencendo por pontos.
De 2000 a 2007, Royce oscilou entre vitórias e derrotas, mas aceitou voltar a lutar em um tempo em que o vale-tudo se transformou em MMA, e os lutadores eram muito melhores técnicamente que no passado, onde o Jiu-Jitsu passou a ser um pré-requisito para todos os atletas, e por isso, muitos renomados atletas da atualidade que observaram tais atitudes, concordam que Royce Gracie foi o membro da família Gracie que mais se destacou nos ringues do MMA, enquanto isso, seu irmão Rickson Gracie, procurava imacular sua imagem de vencedor, criando um marketing pessoal, e sem lutar no MMA moderno.
Mas com relação à discussão pelo fato de o Rickson ter parado de lutar justo quando o esporte estava evoluindo rápidamente, e quando finalmente ele teria oponentes à altura, diferentemente do Royce que voltou e aceitou o desafio, existe um argumento a favor de Rickson que deve ser levado em consideração. É que quando o Royce fez sua última luta no MMA em 2007, ele estava com 40 anos de idade, e quando o Rickson fez sua última luta no ano 2000, ele já estava com 41 anos, idade mais avançada que a do Royce quando resolveu parar. Então, Rickson não lutou mais após o ano 2000, mais por causa da idade já relativamente avançada, e não que ele tenha fugido dos desafios, já o Royce, por ser mais novo e poder ter lutado até uma época onde o MMA estava muito mais competitivo, leva a fama justamente de ser o membro da família que mais se destacou no MMA, pois acabou enfrentando desafios muito maiores.
O grande erro de Rickson para muitos dos críticos, foi não ter se aposentado oficialmente após sua última luta no ano 2000, e passar a década seguinte inteira fazendo um marketing pessoal falso, alegando por diversas vezes que poderia vencer qualquer oponente da atualidade facilmente e a qualquer momento, inclusive a grande lenda no MMA entre os pesos-pesados, o russo Fedor Emelianenko, mas no final das contas, Rickson nunca esteve realmente disposto a voltar. Após a morte de seu filho Rockson em 2000, nunca mais lutou.
Rickson afirma ser o melhor de todos os tempos no MMA. O Gracie sempre diz aceitar os desafios contra os melhores, porém sempre pede uma bolsa absurda que faz com que nenhuma organização se proponha a pagar. Muitos dizem ser essa uma maneira que o mesmo utiliza para fugir das lutas. Recentemente, Rickson disse que lutaria com Sakuraba, se sua bolsa fosse maior que de todos os outros lutadores de MMA. Disse o mesmo quando questionado da possibilidade de retorno ao UFC.

O Retorno
Em entrevista exclusiva a Denis Martin da Sherdog, Rickson confirmou seu provável retorno aos ringues em 2008 (mais provavelmente na modalidade K-1), quando completará cinqüenta anos de idade: “Se o preço for justo, voltarei a competir”.
Posteriormente, pelo fato de não ter conseguido entrar em acordo financeiro na modalidade K-1, em Novembro de 2008, Rickson decreta sua aposentadoria no mundo do MMA em entrevista exclusiva para revista TATAME: “Não vejo a possibilidade de lutar de novo”.
Rickson é muito criticado por dizer, aos 50 anos, que só lutaria se lhe pagassem um cachê maior do que o de qualquer lutador (“Não aceito ganhar menos que ninguém. Não aceito ganhar igual a ninguém”, disse em entrevista à SPORTV em 2008).
Controvérsias
Rickson, especula-se, tem até então uma derrota, no campeonato Americano de sambô de 1993, em Norman, Oklahoma, onde ele teria sido derrotado pelo americano Ron Tripp. (carece de fontes)
Apesar de um cartel invejável, Rickson evitou muitas lutas nos novos moldes do então MMA. Quando o jiu jitsu tornou-se um pré-requisito para qualquer lutador, Rickson Gracie passou a viver mais da sua imagem passada de vencedor, do que lutando nos ringues; enquanto seu irmão Royce Gracie, procurava manter sua invencibilidade – cada vez mais difícil – nos ringues do UFC, Rickson recusava lutas sob a justificativa de valores abaixo de sua expectativa.

Curiosidades

•De uma maneira amorosa, seu maior “rival” em sua infância foi seu querido irmão Royce Gracie; nas festinhas da família, Hélio Gracie, para demonstrar as técnicas dos meninos à família, os colocavam para lutar.
•Apesar de ser extremamente técnico, Nakai foi o único adversário mais leve que Rickson (71 kg).
•Na sua última luta em MMA, contra Funaki, Rickson se lesionou após receber um direto no olho, teve uma retração do nervo ótico e lutou sem enxergar com os dois olhos por um tempo.
•Rickson aprimorou o Jiu-Jitsu e criou técnicas novas, fruto de seus incontáveis combates.
•O grande campeão Randy Couture, antes de entrar no MMA, foi até a academia de Rickson para receber alguns ensinamentos dele, Rickson o finalizou facilmente diversas vezes seguidas.
•Rickson Gracie invadiu a academia de Marco Ruas, que posteriormente veio a ser vencedor do UFC para desafiá-lo, Ruas pediu 3 meses para se preparar e Rickson respondeu “Eu já nasci pronto!!”. Muitas lendas giram em torno disso. Para os fãs de Rickson, Marco Ruas correu do duelo. Para os fãs de Marco Ruas, Rickson correu do duelo.
•Seu maior adversário, foi a morte de seu filho Rockson, vítima de overdose. A partir desse momento, Rickson se abateu e nunca mais pisou nos ringues para lutar.
•Fez uma pequena ponta no filme The Incredible Hulk, no qual é instrutor de defesa pessoal de Bruce Banner.
Vindo de uma família, que praticamente já nasce de quimono, Rickson Gracie é considerado uma lenda do jiu-jitsu. Mundialmente conhecido, este sobrenome agrega peso e muita, muita responsabilidade.
Rickson dispensa maiores apresentações, mas ele sempre assumiu uma postura de quem nasceu para vencer.
Desprovido de muitos apegos, ele gosta de pensar e analisar o ser humano.
Como já entrevistei seu pai, Hélio Gracie, pude perceber que Rickson mantém vivo o legado Gracie. Digo legado, não apenas pela parte física da coisa, mas, por outro lado, pelo prisma emocional e filosófico.
Hélio possuía um caderninho, onde estava escrito, quase, uma infinidade de adjetivos. Para cada um deles, ao lado, ele escrevia um conceito; uma explicação uma justificativa.
A partir dali, já se percebe o pensamento de um homem que foi o responsável pela criação de um jiu-jitsu, elaborado para o não uso da força. Esse jiu-jitsu deveria ser chamado Gracie Jiu-Jitsu, que foi aprimorado e, portanto, modificado, do jiu-jitsu inicial, praticado pelos monges budistas que atravessavam desertos e precisavam se defender de ataques. Entretanto, o jiu-jitsu acabou ficando, mundialmente conhecido como Brazilian Jiu-Jitsu. E a família Gracie famosa também, nos quatro cantos do planeta, devido, lá no início, quando Hélio desafiava lutadores para mostrar que o jiu-jitsu era uma arte marcial superior.
E isso acabou sendo confirmado pelas próprias lutas de Vale-Tudo, em que o jiu-jitsu aparecia, sempre, com muita eficiência.Muitos membros da família são lutadores profissionais e professores, no Brasil e no exterior. Rickson mantém fiel a proposta do Hélio e dá exemplo de boa alimentação; conhecimento de si próprio e do ser humano, além de posturas e condutas na vida.
Rickson assumiu cedo a condição de um representante da família. As pessoas já se dirigiam a ele, desde criança, com determinados comentários, como: “Coloca o quimono…”; “você já sabe lutar?” ; “você vai ser campeão?”.
“Sendo assim, eu já absorvi desde garoto, esse conceito e pressão, ao mesmo tempo. Eu interiorizei que as pessoas estariam me olhando e que eu não poderia ser menos do que sou”, afirmou Rickson.
Apesar da pressão que sempre vivenciou por ser um Gracie, ele transformou essa energia, em esforço. Se havia algum sofrimento, este seria revertido para garra e determinação. Isso foi fazendo dele, um grande ídolo, que marcou gerações.
Devido à própria expectativa que foi criada, já no núcleo familiar, Rickson tem um grande auto-conhecimento; ele soube usar essa pressão para conseguir muitas vitórias.
O fato de ser Gracie também sempre gerou, nele, o estigma de ter um nome famoso que os outros não tem. Essa responsabilidade, sempre o obrigou a ser o melhor: treinar mais; se esforçar mais. Por ele ter uma boa estrutura emocional, o fez de forma sábia e segura.
Outro fator também presente no pensamento de seu pai e no seu é a questão da competição. Tanto para um, quanto para o outro, a competição acaba excluindo pessoas, que gostam de treinar, mas não possuem espírito competitivo. Em ambas opiniões, o jiu-jitsu tem um grande poder de modificar e equilibrar o ser humano. Quem é muito dono de si, pode se nivelar àquele que é mais humilde; o tímido é capaz de se soltar mais; aquele que usa força, vai ser capaz de perceber que a alavanca tem grande poder, enfim, que o jiu-jitsu pode nivelar uma turma e um ser humano.

Fonte: Jiujitsu Uberlandia

quarta-feira, 18 de abril de 2012

CAMPEONATO BAIANO DE JIU JITSU 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

Frase de efeito.



"Quando próximo, finja estar longe; quando longe, finja estar próximo..."

Sun Tzu. 

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